Água
A água, que constitui um bem essencial para a sobrevivência de todos os organismos, deve ser mantida em condições adequadas.
Para isso, a CETESB desenvolve ações de controle e fiscalização das fontes de poluição, impedindo o lançamento de efluentes que possam comprometer a qualidade das águas de rios, lagos e represas, e também do mar, prejudicando-a para o abastecimento público, atividades industriais, recreacionais, isto é, para os seus múltiplos usos.
Paralelamente, mantém uma extensa rede de monitoramento, em todo o Estado, com a coleta de amostras para análise nos laboratórios da própria agência ambiental, na sede e em suas unidades regionais, para avaliação das suas propriedades físicas, químicas e (hidro e micro) biológicas.
A Rede de Monitoramento da Qualidade das Águas Interiores, implantada em 1974, consiste atualmente (2005) em 335 pontos de amostragem, em todo o Estado, assim distribuidos: 161 pontos da rede básica; 111 pontos do monitoramento regional; 13 pontos da rede de monitoramento automático; 32 pontos de balneabilidade nos ambientes aquáticos doces e 18 pontos na rede de sedimento.
Esse trabalho resulta na determinação dos Índices de Qualidade das Águas – IQA, de Abastecimento Público – IAP, de Proteção à Vida Aquática – IVA e de Balneabilidade – IB.
Ainda na década de 70, a CETESB iniciou o Monitoramento da Qualidade das Praias, que hoje, com 154 pontos de amostragem em 134 praias, cobre os quinze municípios ao longo da costa paulista. Durante o verão, quando o afluxo de banhistas é maior, esse trabalho é intensificado, com três amostragens semanais, para verificar especialmente a densidade de enterococos na água.
Com esses dados, são produzidos os Boletins de Balneabilidade das Praias em que as águas são classificadas em próprias ou impróprias, merecendo ampla divulgação pela imprensa e pela internet, para orientar os veranistas.
No Alto e Médio Tietê, a CETESB desenvolve o Projeto de Monitoramento da Qualidade das Águas do Rio Tietê, pelo qual já instalou doze estações de monitoramento automático em pontos estratégicos como a Represa do Guarapiranga, Reservatório Rio Grande, na Billings, e Águas Claras, na Cantareira. Com informações “on line”, quaisquer alterações na qualidade das águas nesses pontos são detectadas instantaneamente, possibilitando uma efetiva ação de controle.
Essa preocupação se estende também para as águas subterrâneas, que abastecem cerca de 70% dos municípios paulistas.
Com essa estrutura, a CETESB realiza também o acompanhamento do programa de despoluição do Rio Pinheiros, implementado pelo Governo do Estado, cabendo-lhe avaliar a eficiência das sete estações de tratamento que serão instaladas em vários pontos da bacia.
Somente com a aprovação da CETESB as águas do Pinheiros poderão ser bombeadas para a Represa Billings, para aumentar a capacidade de geração da Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão.
Fonte: www.cetesb.sp.gov.br